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Três colectividades do concelho da Covilhã
inauguraram na sexta-feira, 5, e no sábado, 6,
as suas remodeladas sedes sociais. Liga dos Amigos da
Erada (LAE), Grupo Desportivo e Recreativo Estrela da
Atalaia e Grupo Recreativo Refugiense passam, assim, a
dispôr de instalações mais modernas
e funcionais, dotadas de recursos multiusos, que, no entender
dos seus dirigentes, "lançam verdadeiras bases
para o desenvolvimento e futuro não só das
entidades, como das populações em que se
inserem". A presidir a todas as cerimónias
esteve o presidente da Câmara Municipal, financiadora
de grande parte dos investimentos efectuados, acompanhado
por todos os vereadores social-democratas.
Carlos Pinto começou o périplo pela Erada,
onde nem a chuva miudinha e constante impediu quase duas
centenas de eradenses de se associarem à ocasião.
De um edifico sem as mínimas condições,
a LAE passa agora para um espaço dotado de uma
sala multiusos, um salão polivalente, bar, centro
informático, parque infantil e salas de reunião.
Áreas amplas, capazes de acolher as mais variadas
iniciativas culturais, sociais e desportivas. O investimento
rondou os 14 mil contos, cerca de oito mil da responsabilidade
da Câmara e constitui para o presidente da Liga,
Carlos Paulo, "o concretizar de um sonho com mais
de 10 anos e pelo qual muitos eradenses lutaram".
Ruidosamente aplaudido, Carlos Pinto mostrou-se satisfeito
com a conclusão "de um processo longo, mas
que agora está ao serviço de todos",
e aproveitou, ainda, para garantir à recém-reabilitada
Filarmónica local financiamento para novos fardamentos
e para lançar o desafio ao Grupo de Bombos: "Encontrem
uma casa para recuperar e no Dia da Cidade assinamos o
protocolo de financiamento".
Refugiense tem "espaço de excepção"
No sábado, a festa transferiu-se para a Atalaia,
onde a colectividade local assinalou com pompa e circunstância
a abertura de um espaço que demorou oito anos a
edificar. Segundo o presidente do Grupo, João José
Valério, "a sede custou cerca de 18 mil contos
e esteve quatro anos parada, com os trabalhos a serem
retomados depois do financiamento de mais de cinco mil
contos assegurado pelo actual executivo camarário".
Na anexa do Teixoso, no entanto, as dificuldades ainda
são algumas e a população, por intermédio
do presidente da Comissão de Moradores, Luís
Pais, reivindica não só a revisão
do PDM, "para se poder construir e fixar pessoas",
como também o asfaltamento da via até à
sede da freguesia e o saneamento. Carlos Pinto prometeu
solução rápida para a estrada, quanto
ao PDM, "só no próximo mandato, se
voltar a ser eleito".
Depois do almoço, a comitiva rumou ao Refúgio
para a segunda e última inauguração
do dia. A sede do Recreativo Refugiense está "irreconhecível",
salienta o presidente da colectividade, João Torrão,
e "capaz de servir toda a população
e associados como nunca antes foi possível".
A comemorar 40 anos de vida, o Grupo aspira agora, revela
o dirigente, "a ampliar o leque de actividades".
A remodelação criou salas de reuniões,
sala de exposições etnográficas e
troféus, salões para televisão, jogos,
e actividades culturais, bem como um bar e um espaço
polivalente. 35 mil contos, dos quais 25 mil financiados
pela autarquia, que, acredita Carlos Pinto, transportam
o Grupo "para um patamar de futuro". "Temos
aqui uma obra de qualidade acima da média, que
eu próprio já tinha intervencionado há
10 anos atrás, mas que agora assume condições
de verdadeira excepção", conclui o
autarca, depois de lembrar que falta ainda construir o
Polidesportivo, cujo terreno ainda não está
adquirido.
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