No worshop participaram docentes da UBI e médicos da região
Workshop
Os usos e os cuidados do Laser

As licenciaturas de Física e Medicina, assim como um vasto número de aparelhos existentes na Universidade, foram algumas das razões para que a UBI acolhesse este encontro de formação.


Por Eduardo Alves


A UBI, em parceria com a Sociedade Portuguesa Interdisciplinar de Laser Médico (SPILM), trouxe aos utilizadores e alunos algumas noções sobre o laser, uma ferramenta cada vez mais empregue para fins médicos, mas cuja utilização em segurança ainda não está bem definida.
Para além do cursos com estreita ligação ao laser, "existe um hospital bem apetrechado a funcionar na região", avança Mário Pereira, docente na UBI e um dos organizadores, "razões pelas quais nos foi proposta a realização deste encontro, aqui na Covilhã", acrescenta.
Este curso, intitulado "Segurança Laser", permite que os alunos e técnicos que operam directamente com aparelhos desta natureza, tenham conhecimento das suas capacidades e dos seus perigos. O workshop, realizado no anfiteatro da Parada, apresentou-se dividido em vários pontos, entre os quais, as noções físicas do que é um laser e as normas de segurança que se devem seguir na utilização desta ferramenta.
São já várias as áreas onde o laser é empregue, desde a optometria, até à ginecologia, passando também pela estética. Esta última é uma das áreas que mais problemas tem originado. No entender dos intervenientes, "esta ferramenta médica, e não só, conheceu uma grande expansão, sobretudo ao nível na cirurgia estética, como é a depilação laser", explica Mário Pereira. O grande problema desta vulgarização prende-se com a segurança e com a forma de utilização.

Normas de segurança são prioritárias

A apresentação de uma carta europeia sobre o laser e tudo o que diz respeito a este equipamento foi feita na UBI. Os investigadores e docentes que estiveram reunidos nesta acção de formação partilharam o esboço de um provável manual de segurança. O documento tem vindo a ser estudado por várias instituições europeias e tem como objectivo cobrir o vazio legislativo que existe ainda nesta matéria. Para exemplificar, João Dias, médico no Hospital Pêro da Covilhã afirma que "hoje em dia é possível uma qualquer criança adquirir uma ponta de laser, o que pode provocar inúmeras lesões, principalmente no campo ocular". Uma ressalva positiva, "vai para os professores do ensino secundário da cidade", diz João Dias. Isto porque "existem escolas onde se utiliza o laser para fins didácticos e, ao mesmo tempo, serve para os docentes alertarem para os perigos que este representa". Este profissional de saúde revela, no entanto, que "em muitos estabelecimentos onde se recorre ao laser, não existem as condições mínimas de segurança". Daí que a aprovação do documento apresentado na UBI, "seja prioritária", sublinha.