NC / Urbi et Orbi


Segundo Carlos Pinto, a construção civil na cidade pode parar

“Se tais correcções não forem imediatamente promovidas será o fim da maioria das empresas de construção civil, promoção e mediação imobiliária que operam nas cidades da Covilhã e do Fundão”. É esta a frase com a qual o deputado Carlos Pinto pretende sensibilizar o Ministro das Finanças a reavaliar os coeficientes de localização nestas duas cidades que, diz, estarem desajustados da realidade.
Num comunicado do Grupo Parlamentar do PSD, na Assembleia da República, Carlos Pinto afirma que os valores patrimoniais tributários, sobretudo nas duas cidades em causa, se mostram “totalmente desfasados da realidade”, atingindo valores “consideravelmente superiores aos valores reais de tais prédios e aos preços efectivamente praticados na alienação dos mesmos, traduzindo-se na generalidade numa sobreavaliação de mais de 40 por cento, ultrapassando em muitas situações os 100 por cento”. Pinto diz que estas distorções se verificam quer nos terrenos para construção como nos prédios edificados e que estas situações “não constituem uma minoria”. Dai pedir novos coeficientes de localização, já que, comparando com cidades como a Guarda e Castelo Branco, há, segundo ele, evidentes desigualdades. “Na zona central da cidade da Covilhã, nas zonas de expansão e nalgumas zonas periféricas os coeficientes de localização são substancialmente superiores aos coeficientes mais elevados da capital de distrito e que no aglomerado urbano e nalgumas zonas de acesso da cidade do Fundão”. Ou seja, esta situação traz “enormes desigualdades e um tremendo desequilíbrio concorrencial, sobretudo na violação do princípio do rendimento real, desde logo porque nas cidades de Castelo Branco e da Guarda o valor real e de mercado dos terrenos para construção e dos edifícios construídos é substancialmente superior ao das cidades da Covilhã e Fundão”.
Daí que Carlos Pinto (autarca com o mandato suspenso na Câmara da Covilhã) peça urgência na “correcta resolução” deste problema, pois teme o fim de empresas no sector da construção civil, mediação imobiliária e as consequências “nefastas” que lhe estão associadas.