Uma antologia poética a ser apresentada na cidade de Salamanca
Região Centro e Salamanca
“Cânticos da Fronteira”
reúne poetas e artistas


Dez poetas da Região Centro de Portugal e outros tantos de Castela e Leão bem como fotógrafos e pintores estão reunidos na antologia bilingue “Cânticos de la Frontera / Cânticos da Fronteira” a lançar em Salamanca, nos próximos dias 24 e 25.



Manuel da Silva Ramos (Covilhã), Américo Rodrigues e Fernando Pinto Ribeiro (Guarda), Albano Martins (Fundão), João Rasteiro (Coimbra), Jorge Fragoso (Viseu), António Salvado (Castelo Branco), Carlos Lopes Pires (Leiria), Luís de Miranda Rocha (Mira) e Orlando Jorge Figueiredo (Aveiro) são os poetas presentes na antologia poética “Cânticos da Fronteira”. Dos nomes convidado para representar a lusofonia está o poeta moçambicano Luís Carlos Patraquim.
Organizado pela Delegação Territorial de Salamanca da Junta de Castela e Leão e Trilce Ediciones, este encontro pretende unir duas regiões fronteiriças e dar a conhecer, ao nível cultural, o que se faz tanto num lado como no outro. Presentes em Salamanca, na Casa das Conchas, estarão António Salvado – um dos coordenadores da iniciativa –, João Rasteiro, Carlos Lopes Pires, Luís Carlos Patraquim, Américo Rodrigues e Jorge Fragoso. Os seus poemas foram vertidos ao espanhol pelo poeta e professor Alfredo Pérez Alencart, o outro coordenador do evento, enquanto que António Salvado traduziu os poetas espanhóis para português. Além dos poemas, a antologia bilingue – que tem o nome do encontro –, contempla igualmente uma secção dedicada à fotografia, serigrafias e pintura. Diamantino Gonçalves, Jorge Jacinto, Raul da Costa Camelo, Mário Silva, Emerenciano, José Manuel Castanheira e Manuel Cargaleiro deram a “Cânticos de la Frontera / Cânticos da Fronteira” um olhar multicolor e belo.
“Cànticos de la Frontera / Cânticos da Fronteira” apresenta-se também como um momento de homenagem a Eugénio de Andrade e Francisco Pino, dois poetas que deixaram a poesia de Portugal e Espanha mais pobre. Durante estes dois dias, a Casa das Conchas, em Salamanca, será o palco de um irmanamento ibérico através da poesia, música, escultura, fotografia e pintura.