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Jornal Online da UBI, da Região e do RestoDirector: João Canavilhas • Director-adjunto: Anabela Gradim |
A ligação entre o Departamento de Engenharia Eletromecânica da UBI e a Universidade de Modena e Reggio-Emilia vem de há muito. Os projetos desenvolvidos por ambas as instituições mostraram qualidade suficiente à Comissão Europeia que apoiou o mais recente desafio lançado por estas instituições com um longo percurso de colaboração. Desenvolver um sistema cruzador-vaivém baseado em dirigíveis de grandes dimensões é o que está agora a ser realizado um pouco por toda a Europa. Em Portugal, o caminho para o espaço passa pela UBI. José Páscoa, docente do Departamento de Engenharia Eletromecânica é o responsável pela parte que calhou à academia. Todo o projeto “trabalha no desenvolvimento de dirigível cruzador viajará a 15 quilómetros de altitude e funcionará como uma plataforma logística flutuante. O vaivém permite recolher pessoas e bens em terra e entregá-los ao cruzador. O sistema é amigo do ambiente pois baseia-se no mesmo princípio de funcionamento dos balões, cheios de hélio ou hidrogénio, e é alimentado por painéis fotovoltaicos”. A ideia é absolutamente inovadora e lembra os filmes da célebre saga “Guerra das Estrelas” com as suas cidades flutuantes na estratosfera. Páscoa sublinha que a UBI está a desenvolver o sistema propulsor desta plataforma dirigível e do cruzador. O projeto teve início em Setembro passado e está dividido em várias partes que vão sendo desenvolvidas. Cada participante vai integrar as competências onde tem desenvolvido investigação, pois trata-se de um projeto multidisciplinar. No caso da academia portuguesa, esse papel passa pelos sistemas de propulsão. “Nós aqui estamos a trabalhar na componente da dinâmica dos fluidos, que envolve a definição de como é que o motor elétrico transforma a corrente de ar num efeito propulsivo. Neste caso será através de hélices propulsoras ou ainda através de jatos de ar”. O docente lembra que há todo um conjunto de cálculos a serem realizados para as estruturas. Até porque, “isto envolve dois dirigíveis, um deles vai estar a uma altitude constante, na estratosfera e funciona como uma cidade flutuante deslocando-se no espaço e depois temos um dirigível mais pequeno que funcionará como um vaivém e faz a ligação entre a terra e leva carga e pessoa para a plataforma”. O projecto procurará vencer os desafios que se colocam na passagem da teoria à prática. Segundo as palavras do coordenador na investigação, na instituição portuguesa, “o convite à UBI relacionou-se com a competência reconhecida à instituição e ao facto de se tratar de um projeto multidisciplinar, sendo que a UBI participa com investigadores do Departamento de Eletromecânica e de Aeronáutica”. “A presença da UBI, é uma consequência de um trabalho persistente de vários anos e da visibilidade que as publicações científicas daí resultantes têm alcançado”, atesta. A próxima reunião decorrerá no Departamento de Engenharia Eletromecânica da Faculdade de Engenharia, Anfiteatro 8.1, entre os dias 19, 20 e 21 de Março. No dia 19, de manhã, haverá uma sessão pública para apresentação do projeto à comunicação social e à comunidade académica. O projeto MAAT tem sido objeto de grande atenção nos meios de comunicação social por se tratar de uma ideia absolutamente revolucionária e que pretende catapultar a União Europeia para a liderança tecnológica neste domínio. A mais recente apresentação aconteceu num dos célebres colóquios da Royal Society, em Londres. Estes colóquios ficaram conhecidos por terem sido aí apresentados a grande maioria dos desenvolvimentos científicos e tecnológicos do mundo moderno, desde Newton até aos nossos dias. |
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