Por Sérgio Felizardo
NC/Urbi et Orbi


Carlos Pinto cortou a fita na inauguração de três sedes de colectividades do concelho agora remodeladas

Três colectividades do concelho da Covilhã inauguraram na sexta-feira, 5, e no sábado, 6, as suas remodeladas sedes sociais. Liga dos Amigos da Erada (LAE), Grupo Desportivo e Recreativo Estrela da Atalaia e Grupo Recreativo Refugiense passam, assim, a dispôr de instalações mais modernas e funcionais, dotadas de recursos multiusos, que, no entender dos seus dirigentes, "lançam verdadeiras bases para o desenvolvimento e futuro não só das entidades, como das populações em que se inserem". A presidir a todas as cerimónias esteve o presidente da Câmara Municipal, financiadora de grande parte dos investimentos efectuados, acompanhado por todos os vereadores social-democratas.
Carlos Pinto começou o périplo pela Erada, onde nem a chuva miudinha e constante impediu quase duas centenas de eradenses de se associarem à ocasião. De um edifico sem as mínimas condições, a LAE passa agora para um espaço dotado de uma sala multiusos, um salão polivalente, bar, centro informático, parque infantil e salas de reunião. Áreas amplas, capazes de acolher as mais variadas iniciativas culturais, sociais e desportivas. O investimento rondou os 14 mil contos, cerca de oito mil da responsabilidade da Câmara e constitui para o presidente da Liga, Carlos Paulo, "o concretizar de um sonho com mais de 10 anos e pelo qual muitos eradenses lutaram". Ruidosamente aplaudido, Carlos Pinto mostrou-se satisfeito com a conclusão "de um processo longo, mas que agora está ao serviço de todos", e aproveitou, ainda, para garantir à recém-reabilitada Filarmónica local financiamento para novos fardamentos e para lançar o desafio ao Grupo de Bombos: "Encontrem uma casa para recuperar e no Dia da Cidade assinamos o protocolo de financiamento".

Refugiense tem "espaço de excepção"

No sábado, a festa transferiu-se para a Atalaia, onde a colectividade local assinalou com pompa e circunstância a abertura de um espaço que demorou oito anos a edificar. Segundo o presidente do Grupo, João José Valério, "a sede custou cerca de 18 mil contos e esteve quatro anos parada, com os trabalhos a serem retomados depois do financiamento de mais de cinco mil contos assegurado pelo actual executivo camarário". Na anexa do Teixoso, no entanto, as dificuldades ainda são algumas e a população, por intermédio do presidente da Comissão de Moradores, Luís Pais, reivindica não só a revisão do PDM, "para se poder construir e fixar pessoas", como também o asfaltamento da via até à sede da freguesia e o saneamento. Carlos Pinto prometeu solução rápida para a estrada, quanto ao PDM, "só no próximo mandato, se voltar a ser eleito".
Depois do almoço, a comitiva rumou ao Refúgio para a segunda e última inauguração do dia. A sede do Recreativo Refugiense está "irreconhecível", salienta o presidente da colectividade, João Torrão, e "capaz de servir toda a população e associados como nunca antes foi possível". A comemorar 40 anos de vida, o Grupo aspira agora, revela o dirigente, "a ampliar o leque de actividades". A remodelação criou salas de reuniões, sala de exposições etnográficas e troféus, salões para televisão, jogos, e actividades culturais, bem como um bar e um espaço polivalente. 35 mil contos, dos quais 25 mil financiados pela autarquia, que, acredita Carlos Pinto, transportam o Grupo "para um patamar de futuro". "Temos aqui uma obra de qualidade acima da média, que eu próprio já tinha intervencionado há 10 anos atrás, mas que agora assume condições de verdadeira excepção", conclui o autarca, depois de lembrar que falta ainda construir o Polidesportivo, cujo terreno ainda não está adquirido.