A UBI promoveu mais uma olimpíadas relacionadas com a química
Olimpíadas de Química Júnior
Incentivar para a química

“É de pequenino que se torce o pepino”, já lá diz o ditado. Como forma de estimular de modo dinâmico e divertido os mais jovens para o terreno das Ciências, o Departamento de Química da Universidade da Beira Interior (UBI) voltou a realizar as
Olimpíadas de Química Júnior.


Por Liliana Ferreira


Aliando competição e diversão, as Olimpíadas de Química Júnior seguem a sua segunda edição apostando tudo nas camadas mais jovens. Em consonância com o que sucedeu em 2005 – ano da primeira edição do evento – as Olimpíadas realizam-se no âmbito do programa “Atracção Química” desenvolvido pela Sociedade Portuguesa de Química (SPQ). A iniciativa, que se realizou no passado sábado, 22 de Abril, nas instalações do Departamento de Química da UBI, conta com a participação de várias escolas básicas dos distritos da Guarda e Castelo Branco.
Aliciar os alunos que frequentam o 8º e 9º ano do ensino escolar para os estudos da Química é o principal objectivo deste evento. Helena Bandeira, professora auxiliar do Departamento de Química, sente que esta espécie de concurso «é uma boa forma de ajudar os mais novos a criar laços com um campo que tem vindo a cativar cada vez menos jovens». Segundo diz, «os alunos não gostam da área das Ciências porque as associam imediatamente a qualquer coisa de aborrecido e abstracto». Ora, nada melhor para lhes dissolver essa ideia do que apresentar a química de uma forma divertida que se enquadre nos moldes dos seus quotidianos.
Entre os mais jovens as motivações que os trouxeram a concorrer nestas Olimpíadas variam entre passar um dia diferente (em grande número) e o gosto pela área. Tiago Ruas, aluno da Escola Quinta das Palmeiras, faz parte da minoria que acha Química interessante. «Gosto muito de fazer experiências e vir aqui é muito bom. Para além do concurso que incentiva ao estudo por uma questão de avaliação do que sabemos, também nos permite aprender coisas interessantes», conta. Para o futuro já tem algo em mente e não esconde de ninguém que «um dia, penso em seguir Bioquímica».
Grupos de três elementos por equipa prestaram provas das suas capacidades e aptidões para a Química em duas fases distintas. A primeira prova a realizar foi prova tipo concurso de televisão, no anfiteatro Professor Pinto Peixoto. Nesta fase os concorrentes respondiam a quarenta perguntas relacionadas a noções básicas da Química leccionada no ensino escolar básico. De seguida os competidores dirigiram-se à sala 4.01 a fim de, em contacto com materiais do dia-a-dia, responderem a mais umas questões sobre esses materiais, seus compostos e suas reacções químicas.
Empenhos à parte, os vencedores são eleitos segundo os melhores desempenhos nas Olimpíadas. Nesta medida os Estrôncios da Escola Básica dos 2º e 3º ciclos de Santa Clara (Guarda) arrecadaram o primeiro lugar. O segundo lugar foi atribuído aos Rádios, alunos da Escola Básica dos 2º e 3º ciclos Serra da Gardunha tendo ficado o terceiro lugar justamente entregue aos Índios da Escola Secundária Frei Heitor Pinto (Covilhã).